quinta-feira, 1 de maio de 2008

Acreditar em Abril

Hoje, 34 anos depois da revolução, vejo alguns com ar já cansado. Não cansados de celebrar Abril, mas cansados de lutar por Abril. Mas sosseguem os mais aflitos que eu acredito que estamos no caminho certo...
Hoje, 34 anos depois da Grande Revolução, temos um país bem diferente.
Esta nossa muito jovem democracia, já viveu muitos problemas, desde a sua estruturação, até à ancoragem Europeia, desde as novas vias de betão, até às Novas Oportunidades.
Mas nem tudo mudou com a revolução de Abril, Portugal continuou a ser o país do têxtil, do calçado, da industria e da mão de obra barata.
E este caminho esgotou-se.
Portugal é um país esgotado há quase uma década. O seu tecido produtivo e empresarial, não soube fazer a renovação e requalificação necessária para agora podermos trilhar os caminhos do desenvolvimento económico.
Agora parece que finalmente temos um projecto. Vivemos numa altura em que existe uma governação clara, uma visão para Portugal, assentando numa requalificação das competências dos Portugueses, o Plano Tecnológico, projectos para ajudar as empresas para o mercado global, incentivando o investimento, exportação e crescimento das mesmas, simplificando processos na administração pública e fiscal, Simplex, tornando possível pela primeira vez invertendo a balança tecnológica.

É fundamental para esta visão, ter melhor Educação. Um país com melhor educação escolar é também um país melhor preparado para o mundo do trabalho e consequentemente mais produtivo. Com a introdução da informática, robótica e micro electrónica, cada vez mais existe uma exigência do mundo profissional na garantia de melhores e mais qualificados currículos escolares. O "mercado" exige trabalhadores mais qualificados, mais flexíveis e mais dinâmicos.
Acima de tudo mais educação, ou melhor educação, favorece o aparecimento de mais oportunidades e garante mais equidade social, evitando o fosso técnico, cultural e profissional que os mais desfavorecidos caíram.
No entanto, já foram feitos alguns progressos, desde o 25 de Abril de 1974 este país mudou muito...
· Passamos de uma escolaridade obrigatória quase de primeiro ciclo para a ambição de ter os jovens a estudar até aos 18 anos;
· Antes tínhamos perto de 25 mil no ensino universitário, hoje temos perto de 400 mil;
· Hoje podemo-nos orgulhar de ter quase meio milhão de Portugueses, jovens e adultos, que tiveram uma segunda oportunidade com as Novas Oportunidades. Indivíduos que abandonaram a escola precocemente ou que estão em risco de a abandonar ou que nunca tiveram oportunidade de a frequentar, têm agora um ensino profissionalizante que visa requalificar os Portugueses;
· Todas as escolas ligadas com computadores;
· Todas as salas de aula com ligação à internet;
· Até o quadro deixou de ser de lousa para ser um quadro tecnológico com videoprojector.
Fundamentalmente na Educação, observamos a grande mudanças, desde o pré-escolar para todos, as alterações no horário do 1º ciclo básico (Abertas até às 17h), com a introdução do Inglês, estudo acompanhado, musica e desporto, implementou as aulas de substituição e a estabilização do corpo docente por 3 anos.
Enfim, é com confiança que vós deixo hoje, com confiança que temos um país mais forte, mais objectivo, que irá ter um futuro mais tranquilo.
E Abril, meus caros amigos e amigas, é fundamentalmente acreditar em Portugal.

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